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[Encontro Miojo #05] Negociações Quentes

Eu sei, eu sei. Segundo encontro seguido que coloco referências à temperatura no título. O calor está afetando a todos. Esta foi uma ideia bem rápida mesmo. Um encontro simples mas divertido. Elementos ambientais darão um tempero a mais no combate e a reviravolta em um encontro social/negociação irá, espero, garantir a surpresa e contentamento dos jogadores presentes.

O encontro com os mephits é equilibrado para um grupo de 4 personagens no level 3. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Localidade

Nas entranhas do mundo, conectado ao Underdark, ou na beira de um vulcão adormecido. Para esta não tenho em mente nenhum cenário específico.

Resumo

O grupo é requisitado para eliminar alguns mephits arruaceiros que estão artificialmente aumentando o volume de uma piscina de magma. Esta piscina é importante para as forjas anãs e flui diretamente do Plano Elemental do Fogo. Porém, com o aumento de volume, o calor impede a coleta de material e trabalho lá próximo. Além disso, riachos de lava têm se formado, ameaçando diversas estruturas.

Descobre-se que os mephits trabalham para um efreeti agiota que, frente a uma dívida não paga pelos anões, está mostrando quem é o chefe. Tudo o que ele pede é uma preciosa relíquia da cidade para perdoar a dívida e permitir que a piscina de magma volte ao normal e os anões consigam trabalhar em segurança novamente.

Pegando a Missão

O líder anão convoca os recém chegados aventureiros para uma reunião. É revelado ao grupo que uma piscina de lava que flui diretamente do Plano Elemental é a fonte de alimentação das forjas da cidade e muito do motivo pelo qual as peças produzidas aqui são de tão alta qualidade.

O problema é que, recentemente, esta piscina tem aumentado constantemente de volume, o que causa um extremo calor e impede que dela seja extraída a lava para aquecer as forjas. Este aumento ainda causa a formação de riachos que agora começam a alcançar a cidade e causar todo tipo de destruição por onde passam.

Os culpados por isso, segundo o líder, são mephits de magma que vomitam na piscina para aumentar seu volume. O líder anão pede para que os aventureiro cuidem deste problema em troca de 150 Pesos de Ouro.

Nada ele fala sobre a dívida com o efreeti, mas um sucesso em um teste de Sabedoria (intuição) com CD 15 revela o desconforto do líder e que ele não passa todos os detalhes existentes. Se pressionado ele não cede a informação e apenas diz que é a preocupação enevoando sua mente.

Piscina Aquecida

Uma piscina de magma está no centro de uma grande caverna. O plasma vermelho oscila e borbulha e quase parece formas imagens e redemoinhos se observada por tempo o suficiente. Seu volume está claramente excedendo as bordas naturais e um riacho escorre dela. O ar na sala é muito quente e a exposição prolongada causa queimaduras.


Ela também funciona como um portal para o Plano Elemental do Fogo. Um personagem que caia dentro da piscina recebe 24 (8d6) pontos de dano de fogo no primeiro turno e, caso não a deixe, no segundo afunda por completo. Ao invés de receber novamente o dano ele, caso ainda esteja vivo, é magicamente tele-transportado para algum lugar da sua escolha na City of Brass, no Plano Elemental do Fogo. O dano de fogo recebido não deixa marcas.

Na beira da piscina, distribuídos ao longo dela, estão 6 magma mephits (Monster Manual, 216). Estes revezam entre si vomitando fogo e lava na piscina para aumentar seu volume. O que eles não sabem é que isso não tem efeito algum.

Na verdade um efreeti (MM, 145) de nome Uguns controla magicamente aa piscina. Uguns é um agiota respeitado nos Planos Elementais e fez um acordo com o líder anão para que mantivesse a piscina de magma ativa para uso nas forjas. Uma taxa em ouro e itens era paga mensalmente mas não veio nos últimos dois meses, o que enfureceu Uguns. Ele decidiu por mostrar dominância não só mantendo o trato como o melhorando! E agora a piscina produz mais do que nunca. Os mephits estão lá mais para fazer a segurança e amedrontar os anões (e também porque Uguns precisava colocá-los em algum cargo).

Se avistarem alguém do grupo os mephits ficam em alerta e tentam assustá-los fazendo ameaças e cuspindo fogo para o ar. Sendo atacados se defendem mas não iniciam por si só o combate. Se a batalha for inevitável eles lutam com tudo, porém 3 deles (escolha ou role para decidir) já começam sem os sopros de fogo por terem sido os da rodada de aumento da piscina. Em iniciativa 0 cada um dos personagens, monstros e NPCs presentes recebem 3 (1d6) pontos de dano de fogo devido ao superaquecimento do ar. Os mephits o recebem também mas são imunes.

Quando uma rodada começar e metade ou mais dos pequenos elementais estiverem mortos, um forte redemoinho se forma na piscina de lava e do meio dela Uguns surge. Ele emerge apenas a parte superior do seu tronco através dela.

Falando com o Gerente

Não é esperado que o grupo lute contra Uguns. É uma luta improvável de ser vencida. Ele também não ataca ninguém quando surge. Seu interesse é ver quem está causando tanto rebuliço no lugar e, quem sabe, resolver de uma vez a questão da dívida. Uguns é um homem de negócios e se mostra sempre direto e muito honesto nas suas falas. Seu objetivo máximo é o lucro e sucesso. Se for atacado ele acha risível o esforço e não revida... a princípio. Está lá a negócios.

Se questionado sobre suas motivações em estar alí ou confrontado de alguma forma, ele revela sobre o acordo com os anões, a falha no pagamento das últimas mensalidades e que por isso está passiva-agressivamente coagindo os anões. Não há nada de errado no contrato, ele não enganou os anões em momento algum. Muito pelo contrário, "os malditos tatus de barba que me deram um belo calote!" diz ele, exageradamente decepcionado.

Durante a conversa ele pede a ajuda do grupo para mandar um recado ao líder anão e pede para eles informarem que o preço pelo perdão da dívida é o Cetro do Senhor da Forja, a maior relíquia da cidade. Este cetro equivale ao item mágico Staff of Fire. Se os aventureiros tentarem fugir Uguns não impede, mas grita para eles falarem para o líder anão tomar vergonha e pagar o que deve. Ele grita que "sua maior relíquia vai servir para o perdão!". Uguns até oferece uma singela recompensa na forma de 100 Pesos de Ouro e uma Elemental Gem (Red corundum) para os aventureiros.

Durante a interação a sala continua super aquecida e o dano de fogo ainda presente. De tempo em tempo aplique o dano aos personagens. Uguns não se preocupa em alterar isso, mas o faz se for pedido ou quando o primeiro dos personagens desmaiar por causa do calor.

Uma Negociação Acalorada

O líder anão de forma alguma quer abrir mão do Cetro do Senhor da Forja. Ele é cabeça dura, não admite a culpa pelo não cumprimento do acordo e a todo momento amaldiçoa Uguns e suas formas de negócio questionáveis. Ele oferece centenas de pesos de ouro, gemas, armas e armaduras em troca. Se os aventureiros irem e voltarem da piscina e sala de reuniões anã, levando e trazendo ofertas, Uguns é impiedoso negociante, não pestaneja e mantém o que pede a todo momento.

Você pode solicitar testes de habilidade de Carisma (persuasão, intimidação ou blefar) como achar necessário. Para causar mais impacto na negociação, a cada vez que o líder anão oferecer outra coisa ou ofender Uguns, um fio de magma novo pode começar a escorrer por rachaduras na sala. Talvez até incediando alguns papeis ou tecidos.

Concluindo a Missão

Eventualmente o líder anão cede. O Cetro é uma peça de arte lindíssima e parece emitir um calor próprio. Uguns fica feliz em receber o item e paga os aventureiros pelo serviço, além de fazer a piscina de magma retornar ao normal. Os mephits restantes deixam o lugar e os anões podem voltar a trabalhar.

O líder anão não está nem um pouco satisfeito e guardará um rancor eterno dos personagens caso estes revelem a outros sobre o acordo feito com Uguns. Civis que tomem conhecimento do acordo começam a lançar olhares desconfiados para o líder mas não tomam nenhuma atitude por enquanto.

O Que Vem Depois?

  • Quais perigos e aventuras aguarda na City of Brass para os corajosos (e saudáveis) o suficiente que mergulharam na piscina de magma?
  • Uguns tem outros devedores (ou cobradores) que não largam do seu pé. Talvez o efreeti tenha mais trabalhos para o grupo.
  • O que os anões farão com relação ao seu líder e o duvidoso acordo com o efreeti, agora que tudo foi revelado pelo grupo de aventureiros?
  • O líder anão jamais perdoará Uguns e o grupo que o ajudou a roubar o Cetro do Senhor da Forja. O ódio anão dura pela eternidade e sua vingança sempre vem, mesmo que tardia.
  • Talvez os aventureiros tenham uma mirabolante solução para a negociação ou oferecem algo que o efreeti não pode recusar! Quais recompensas o efreeti e o líder anão, contentes com o resultado, podem oferecer?
Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.

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